"Aproveito para entrar no meu desrumo: deixo-vos os trilhos, vou ver se ainda me alcanço: não disponho de vossa eternidade para viver, muito menos para pensar.
É agora ou nunca."
Campos de Carvalho, A vaca de nariz sutil.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Araruama
trazer o céu a bordo dágua
ter os dias espelhados de infinitos
lugares há que sejam belos
mas não existem mais bonitos
domingo, 3 de julho de 2011
praia seca
revela-me o sol o alvo de tuas águas
e o vento inventa quixotescas plagas
e o vento inventa quixotescas plagas
onde se espraiam sonhos de gigante
acalentados em olhos de menino
terça-feira, 21 de junho de 2011
ofício
dizer é exercício
do meu silêncio
pernas que se dobram
o impulso do salto
recolhido, quanto mais calado
maior o meu voo
do meu silêncio
pernas que se dobram
o impulso do salto
recolhido, quanto mais calado
maior o meu voo
sexta-feira, 17 de junho de 2011
ensinamento
não coloque pedras sobre o ninho
é preciso terreno, apontar horizonte
sabendo, a mão que lança, ser raiz
alinhar o timbre, ensinar o canto
é uma plantação de dúvidas semeadas,
mesmo seja, por pontos finais
floração sempre traz surpresas, exclames,
interrogações, reticências - dois pontos:
homem e arte não vêm sozinhos, jamais
ou a frase acaba
é preciso terreno, apontar horizonte
sabendo, a mão que lança, ser raiz
alinhar o timbre, ensinar o canto
é uma plantação de dúvidas semeadas,
mesmo seja, por pontos finais
floração sempre traz surpresas, exclames,
interrogações, reticências - dois pontos:
homem e arte não vêm sozinhos, jamais
ou a frase acaba
quinta-feira, 16 de junho de 2011
caminhos
ondas plantam bramidos
que a areia floresce
curtido no sal, cada grão
sabe a lágrima de seu sorriso
conchas guardam no corpo
o ensinamento dos ventos
o que é do espírito
não cala nem omite
a voz encontra, desbrava
caminhos até os ouvidos
toda palavra é um espaço
habitado de nódoa e esperança
qualquer futuro traz seu tempo
enraizado de lembranças
que a areia floresce
curtido no sal, cada grão
sabe a lágrima de seu sorriso
conchas guardam no corpo
o ensinamento dos ventos
o que é do espírito
não cala nem omite
a voz encontra, desbrava
caminhos até os ouvidos
toda palavra é um espaço
habitado de nódoa e esperança
qualquer futuro traz seu tempo
enraizado de lembranças
domingo, 12 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
infinito
paraíso à sombra não se guarda
não se aguarda frutos ao céu da boca
estrelas são vitórias da luz cravadas na noite
infinito é um corpo que cresce à procura
não se aguarda frutos ao céu da boca
estrelas são vitórias da luz cravadas na noite
infinito é um corpo que cresce à procura
sexta-feira, 10 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
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